São Paulo — A Marmara e a Marka Prime anunciaram o desenvolvimento de um complexo logístico de 600 mil m² em Arujá (SP), com mais de 100 mil m² de área bruta locável (ABL). O empreendimento será o segundo maior da cidade, atrás apenas do HSI Log Arujá, e surge em momento estratégico marcado pela conclusão do Rodoanel Norte, que deve transformar a competitividade logística da região.
A primeira etapa do Rodoanel Norte, ligando a Rodovia Presidente Dutra à Rodovia Fernão Dias, inicia operação este mês. A conclusão total do trecho, prevista para o fim do próximo ano, ampliará o acesso direto às rodovias Bandeirantes, Anhanguera e Marginais, reduzindo a dependência da Dutra e mitigando restrições de circulação de caminhões na capital.
Rodoanel Norte reposiciona Arujá no mapa logístico
A nova malha viária inclui alça de acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos pela Avenida Candea, atraindo fluxo de usuários que buscarão rotas mais rápidas que a Dutra e Marginais. As desenvolvedoras destacam que grande volume de veículos passará em frente ao novo empreendimento, potencializando sua atratividade.
Outro fator relevante é a adoção do pedágio free flow na Via Dutra pela CCR. Com a tarifação por quilômetro rodado, o custo adicional para veículos que partem da Marginal Tietê fica diluído ao longo do trajeto, reduzindo o impacto do antigo pedágio de Arujá nas decisões de localização.
Preços de locação tendem a se aproximar de Guarulhos
O novo contexto viário pressiona os valores de locação em Arujá para patamares mais próximos de Guarulhos, onde os preços já ultrapassam R$ 42/m². Em Cajamar — que possui pedágio quase duas vezes maior que Arujá —, os pedidos se aproximam de R$ 40/m².
“Não faz mais sentido, com toda a facilidade logística que Arujá vai oferecer com essa nova malha viária, ter um valor de locação tão inferior ao de Guarulhos. Essa diferença não pode superar 5 ou 6%”, afirma Adriano Theodoro, CEO da Marmara.
Transação do Cylog Guarulhos reforça apetite por ativos logísticos
A parceria entre Marmara e Marka Prime ganhou relevância recente com a venda do Cylog Guarulhos ao Banco Pátria por valor superior a R$ 500 milhões. O empreendimento, estruturado pelas empresas em 2020 em associação com a Cy Capital, foi uma das transações mais relevantes deste final de ano e reforça o apetite institucional por ativos logísticos bem posicionados.

